Essa semana foi a vez da meditação...hummmm...confesso que sou bastante cética em relação a essas coisas...comunicação com o “eu interior”, alinhamento de chakras, conexão com a “mãe terra”... Admiro quem curte, põe em prática e vive zen (ou tenta ficar zen), mas pra mim é complicado. Acho que tenho déficit de concentração, sabe? Mas quis experimentar e lá fui eu.
A primeira dificuldade foi acordar cedíssimo e sair sem café da manhã pra estar no banco às 8 em ponto (as sessões de meditação fazem parte do Programa Qualidade de Vida, cujas atividades o RH disponibiliza gratuitamente para os funcionários interessados). Consegui! Chegando à sala, imaginei que estaria cheia, com todo mundo sentado no chão. Para minha surpresa, só a Tati estava lá (minha colega de área e companheira nessa aventura). Depois chegou outra moça (acho que há mais céticos no mundo do que eu imaginava!). Aí a professora (não sei se é essa a denominação) começou a explicar como funciona o negócio. Iríamos fechar os olhos e nos manter sentadas nas cadeiras enquanto ela nos daria as instruções (a sala para a atividade é uma sala de reunião normal, com mesa e cadeiras, portanto a história de sentar no chão ficou apenas na minha cabeça). Deveríamos, então, seguir o comando da sua voz, que por sinal era suave, doce e baixinha...como teria que ser, né? Imagina alguém com um tom “gasguito” de voz, como a minha, por exemplo (tipo uma gralha esganiçada), te mandando relaxar o maxilar inferior...ahahahaha...filme de comédia pastelão!!!

Achei que era assim, na posição de lótus, que se meditava...
Bom...vou dizer pra vocês que consegui ficar os 40 minutos da sessão completamente inerte (sentada, tronco ereto, mãos sobre as pernas), embora sentisse meu pescoço doer um pouco. A professora nos orientou a relaxar todo o corpo – parte a parte, começando pelo couro cabeludo (não sei como se faz isso, mas abstraí) e terminando nos pés. Depois, induziu-nos a enxergar as luzes de uma imagem que nos entregou impressa antes da aula (procurei na internet pra postar aqui, mas não achei). Nessa imagem a pessoa está no centro de um cubo de luz branca, que por sua vez está dentro de outro cubo de luz azul. Ao redor do corpo da pessoa há uma luz roxa muito forte. E o corpo está refletido no chão (contato com o centro da terra). Acima da cabeça há vários círculos de luz de várias cores e, por fim, há uma luz amarela cortando o corpo de cima a baixo (entra na cabeça e sai nos pés). Deu pra entender? É uma imagem muito bonita, que transmite paz, serenidade.
Como já falei, a concentração é uma coisa complicada pra mim. De olhos fechados, em alguns momentos me dava tonturas e a vontade de abri-los às vezes era quase insuportável. De repente alguma parte do corpo coçava...ou alguém passava pelo corredor, conversando alto...e daqui a pouco a outra menina que estava meditando com a gente espirrava...e a professora falando, falando...nossa! Muito difícil...aí não deu outra! A mente vagou bonito...vagou tanto que deletei a professora do ambiente e comecei a pensar em coisas a fazer, tais como:
- avisar a Miguel que a professora de Alice marcou uma reunião na escola, e que eu preciso anotar isso na agenda;
- comprar Bisnaguinha pra Léo levar no lanche;
- ligar pra minha mãe e perguntar se ela estava melhor da gripe;
- checar por que a minha conta de telefone veio tão alta esse mês;
- marcar manicure;
- comprar presentinho para a amiguinha das crianças, que faz aniversário no sábado;
- ver com Rosângela (minha empregada) se o cheiro de fossa (sem noção!) que estava emanando do meu lavabo diminuiu...;
De repente, voltei a ouvir a voz da professora...e me dei conta que tinha perdido uma grande parte das instruções que ela estava dando. De certa forma eu meditei, né? Praticamente saí do corpo e me vi numa mesa, fazendo uma lista de tudo o que precisava providenciar nos próximos dias...rsrs....E nada, nada de luz. De cor nenhuma. Só aquele preto total, normal, que você vê quando os olhos estão fechados. Mas não fiquei frustrada, não. A professora nos advertiu no início da sessão que nem todo mundo consegue vê-las de início. E pra ser sincera, eu não tinha nenhuma expectativa. Só queria experimentar. O pior foi ouvir Tati, do meu lado, mandando muito bem na respiração (e provavelmente se vendo dentro dos cubos de luz). Praticamente uma profissional (ela faz pilates, ioga...e acho que vai virar habitué da meditação).
Após os 40 minutos, abri os olhos, dei uma espreguiçada e percebi que não estava com torcicolo. Pelo contrário. Estava completamente relaxada...o pescoço, os ombros, as pernas... E por isso resolvi voltar semana que vem. Comecei o meu dia como se tivesse feito uma massagem anti-stress. Que bom...porque fui do céu ao inferno em pouco tempo. No próximo post, vou contar a vocês como me perdi na Barra Funda e cheguei a uma reunião bem na hora em que ela acabou!
Beijos.
2 comentários:
Aninha, você é impagável!! Não sei qual post foi o melhor!!!!!!!! Amei sua meditação ao stress, porque relaxar que é bom, nada!!!!
beijinhos
Voce está como eu! kkkk Mil e uma utilidades... Minha vida tá uma loucura, mas estou num momento muito bom...
bjs
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