quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Fomos a bailar...

Ontem, quarta-feira...frio danado...Fui com o pessoal do Banco (e mais alguns amigos agregados) ao Rey Castro, barzinho localizado na Vila Olímpia. Uma happy hour no meio da semana era tudo o que a gente precisava pra espantar o stress que anda nos rondando...hummmm. A desculpa para o evento foi a comemoração dos aniversariantes do mês de julho (eu, Lili e Alê). Lili não pôde ir, mas eu e Alê a representamos!

Há tempos eu estava com vontade de ir a esse lugar...entrei numa de querer aprender a dançar alguma coisa e a salsa é uma opção. Às quartas no Rey Castro esse é o ritmo da vez (a atração é Pedro La Colina e Sexteto Cañaveral). A clientela é formada por dançarinos amadores e profissionais, além de leigos, é claro, querendo aprender e se divertir. E só fica parado quem quiser...



Fim do expediente, lá fomos nós ao barzinho. Às 19:15 estávamos entrando no local, que tinha aberto às 19 e estava TOTALMENTE às moscas. Se você abstraísse a música ambiente, dava pra ouvir grilos, coaxar de sapinhos e cigarras...Visão desoladora. Tava mais frio lá dentro do que lá fora...Ainda bem que pelo menos já tinha garçon pra servir a gente (eu, Alê, Leandro e Marquinhos...Camila chegou logo depois).


Camila, eu, Alê e Leandro


As empresárias Camila e Carla e Gleisy


Andresa, Cilmara e Marquinhos

Bom...pra passar o tempo vamos conversar, né? Descobrimos que Marquinhos está aprendendo dança de salão. O coitado foi bombardeado por perguntas (principalmente minhas, absolutamente interessada pelo tema!) e aproveitou para desfilar todo o seu conhecimento recém-adquirido. Bom pra gente, que já foi se preparando para a epopéia... Marquinhos disse que seu professor sempre dá a seguinte orientação para as alunas: “Se um cavalheiro lhe tirar para dançar, aceite. Não dê tábua (expressão que significa declinar do pedido). Você vai se tornar uma dançarina que sabe bailar com qualquer pessoa”. Então tá. Mas que dá medo de se aventurar na dança com um expert, quando você não sabe nem os passos básicos, ah, isso dá! A boa notícia é que os passos básicos da salsa são básicos mesmos.

Sério!

É simples...

Pernas uma do lado da outra. Manda a direita pra frente, bate a esquerda no lugar, volta a perna direita pro meio, aí a esquerda vai pra trás e a direita bate no lugar. Depois volta a direita pro lugar e começa tudo de novo. Entendeu? Não????????

E mexe o quadril durante todo o processo...

E os braços também...

E dá umas mexidas na cabeça, senão fica estranho (se for mulher, pode jogar os cabelos para os lados. Lembre-se: não jogue os cabelos pra frente e pra trás...quem faz isso é roqueiro)

É fácil ou não é??? Pensa! Simples demais!

O difícil é fazer tudo isso ao mesmo tempo, no ritmo da música, e ainda rodopiar (no próprio eixo e/ou ao redor do(a) parceiro(a)), dar alguns passos pra frente e pra trás (rodando!!!), entrelaçar os braços em cima da cabeça e na frente do corpo...e ainda fazer cara de quem sabe o que está fazendo. Aff...pra isso, ou você entra numa escola ou bate carteirinha lá no Rey toda quarta-feira. Logo, logo você pode passar fácil por discípulo(a) de Carlinhos de Jesus.

Voltando ao bar...Cilmara chegou com a amiga Andresa e logo chegaram Carla e Camila, as irmãs empresárias. Também foram Kátia, Gleisy e Robson (quase um dançarino profissional!). E haja papo, minha gente...o relógio não andava...e descobrimos que Pedro&Seus Muchachos só começariam a tocar umas 11 horas da noite. A gente tava lá desde as 7 e eu já tava bocejando...Tomei uma coca-cola pra animar....Logo Robson começa a ensinar os passinhos pra Kátia, e eu fui junto, ainda ao som da música ambiente. Não preciso dizer que Marquinhos e Robson – minoria absoluta - logo se viram enrascados, pois a concorrência para dar uma bailadinha se tornaria acirradíssima. Aí chegou o Professor Cebolinha (não sabemos o nome dele), dançarino profissional, que chamou a gente pro meio do “dancing” (ainda é assim que chama o local na frente do palco onde a gente fica dançando??? Tô desatualizada!), pois estávamos meio escondidos num canto à penumbra. “Vamos nessa, pagar o micão”, pensei. O Cebolinha, então, dançou com Kátia, comigo, com Alê, com Gleisy e com todas as demais mulheres do nosso grupo. Sensacional! Ele tinha um jeito de conduzir...até parecia que a gente sabia mesmo o que estava fazendo. Na minha vez, ninguém tava me olhando. Aí gritei: “Ei, gentem, eu tô dançando salsa...vejam...ahahahah”.


O pé-de-valsa Robson e Gleisy


Alê e Cebolinha


Aqui vou fazer um aparte, pois vocês – amigos leitores – devem estar se perguntando por que estamos chamando o professor de Cebolinha. Well...Alê e Gleisy detectaram no moço um forte bafo do referido legume. Confesso que não senti nada, uma vez que me encontro acometida por uma crise de rinite. Portanto meu olfato está comprometido.

A essa altura a casa começou a encher. E começou o desfile de quarentões, figuras exóticas e personalidades do meio artístico:

- um clone do Cid Moreira, cabeleira totalmente branca e pele bronzeadíssima (certamente acabara de voltar de uma temporada em Ibiza), passou pela gente e tentou paquerar alguém do nosso grupo;

- uma versão menos glamurosa do Chiquinho Scarpa chegou e foi direto pro salão (ah, é salão que chama o lugar onde a gente dança, né não?) estava mega animado, bailando com uma de suas mulheres;

- o Ligador, da Oi, também tava lá. As costeletas dele estavam enormes...ahahahahahah

- um dos integrantes do Blue Men Group também compareceu...só que ele estava sem o blue...parecia um skin head alemão albino translúcido (esse acho que somente eu vi...juro! merecia uma foto, mas esqueci minha máquina em casa...leitor, por favor, imagine a pessoa – a visão do 'ser' na sua cabeça valerá a pena o esforço...credo!)

- uma mocinha com o cabelo ao estilo ‘black power’ nos chamou a atenção pela indumentária: estava de meia preta e plataformão vermelho

- tinha também um moço gordinho – dando pinta a cada rodopio...uia! - que dançava pra caramba. Parecia uma garça obesa deslizando no ar com seu bailado delicado e harmonioso...Em homenagem à pessoa, Camila (a empresária, num pretinho básico lindoo!!!!!) soltou a seguinte pérola: “Bicha não dança...bicha esnoba”. Óbvio que entrou para os anais!

- e havia um casal bem atrás da gente que dançava sem parar. Dançava, não, né? Porque o negócio tava sofrível...a mulher ia pra um lado, o cara ia pro outro. Culpa dele, aparentemente. Parecia um Lango-Lango bêbado (desculpem o veneno...hehehe)

Quando todo mundo já tava se sentido em plena Dança dos Famosos, a banda começa a tocar. Muuuuuuiiiiiiito bom!!! Aí percebemos que o local estava apinhado de gente. Os garçons tinham dificuldade pra andar e dançar já não era uma opção, a não ser que você topasse esbarrar em alguém a cada remelexo. Nossa amiga Kátia não se importou com a lotação esgotada e foi quem mais dançou – Cebolinha “se apaixonou com ela” (como diria Hozana) e veio tirá-la pra dançar várias vezes. Depois teve mais uns 3 moços que vieram dançar com ela. Como boa ouvinte dos conselhos do Marquinhos, ela não deu nenhuma tábua...ahahahah. E nos momentos vagos Robson foi o seu par. Pense num fôlego.


Kátia e Cebolinha dominando o "dancing", ou melhor, o salão

No intervalo da banda, quis ir pra casa. Aí descobrimos que o nome do DJ que anima o bar é “Branco”. Só que o cara é um negão (ops...afro-americano) de 1,90m, com o cabelo rastafári e figurino à La Bob Marley. Pode?

Era quase meia-noite e lembrei de ter lido no site do Rey Castro que às quartas havia uma professora para ensinar os passos da salsa (e merengue também) aos clientes da casa. Quando eu estava pagando a conta, a aula começou. Muito legal...não deu pra ver tudo, mas fiquei com gostinho de quero mais. Com certeza voltarei!

Aos participantes dessa epopéia, super obrigada pela presença. Foram momentos muitíssimo divertidos.
Beijos.

7 comentários:

Anônimo disse...

teste

Anônimo disse...

teste 2

Analúcia disse...

teste 3

Unknown disse...

Sensacional!!!!! Pelo jeito perdi muito mesmo!!! A próxima farei de um tudo para não perder!!!!

Aninha, não preciso nem dizer que mais uma vez, a sua epopéia está espetacular, cheinha de detalhes, observações, e ainda por cima, sempre engraçadíssima!!! Não teve nenhuma vez que você encaminhou a sua epopéia, que eu não paro “NA HORA” qualquer coisa que eu esteja fazendo... ‘QUALQUEEEER’!!!!!!!! Realmente vale muito a pena ler!!!

O apelido do Cebolinha, diante do
motivo, foi bem elaborado!! rs..

A Hozana tb diria "Ah! O Cebolinha apaixonou "com ela".. rs...

Um beijo,
Carol

Ale Bellido disse...

Aninha, você conseguiu descrever tudo com riqueza de detalhes...ri muito lá e também agora depois de ler. Foi sensacional e posso afirmar de que você tem muito futuro na dança pois dançou muito bem!!! Obrigada pela entrada VIP!!!
Bjks

katia disse...

Que delícia que foi nossa noite dançante!!!
Vamos fazer isso mais vezes!!!!
Turma animada demais!!!
Bjs

Unknown disse...

Aninha
Foi show !!
terça-feira tem mais ....
bjs
Cilmara