Mas olha: valeu a pena cada centavo pra ver aquela pessoa de malha, coladíssima ao corpitcho malhadérrimo. Inclusive, quando liguei para comprar o ingresso, travei o seguinte diálogo com o vendedor:
- "Moço, eu quero sentar na primeira ou, no máximo, segunda fila. Em que dia eu consigo?"
- "Nesse domingo. Segunda fila, tudo bem? De que lado do palco a Srª quer?"
- "Como assim, de que lado?", questionei, intrigada.
- "Sua resposta seria óbvia se a Srª soubesse que o Gianechinni passa 90% do tempo da peça no lado esquerdo do palco", respondeu o vendedor, de forma cretina.
- "Que máximo. Lado esquerdo, meu filho. Por favor. O mais esquerdo possível."
A peça estava sendo encenada no Teatro Raul Cortês, na sede da Fecomércio. Cheguei cedo, sentei e esperei. E suspirei por, tipo, 1 hora e meia. Lado esquerdo abençoado...ô homem lindo!!! Independente dos comentários perpétuos dos homens-despeitados-com-dor-de-cotovelo-eternamente, que adoram espalhar boatos infundados sobre a opção sexual do Giane (será???), ninguém pode negar que ele passou na fila da beleza umas 348 vezes. Criatura bem apessoada aquela... um primor, um deus grego fugitivo do Olimpo...o que mais posso dizer? Ah...tenho que admitir que o enredo da peça não me despertou amor ou admiração pela arte do teatro. Na cara dura, tenho que confessar que FUI VER O REYNALDO GIANECCHINI DE PERTO...e só. Pronto, falei!
Resolvi esperar após o final da peça pra ver se conseguia tirar uma foto com ele. Acho autógrafo meio inútil, mas uma foto é legal, vai... Eu e mais umas 47 senhoras da 3ª idade, que ocuparam todos os lugares da primeira fila, aguardamos uma meia hora e, de repente, lá vem o moço. Banho tomado, perfumado, penteado, vestindo uma suspeitíssima camiseta de gola V (hummmm...) e com aquele sorriso inoxidável no rosto. Uma lou-cu-ra!!! Esperei ele atender todas as senhoras, olhando de longe, e fotografando tudo...uma hora eu dei um "zoom" na máquina e tirei algumas fotos, mas esqueci de voltá-la ao modo normal. Aí chegou a minha vez...Cheguei perto dele, que me cumprimentou e se aproximou para a foto. Simpaticíssimo!!! Braço em cima do meu ombro, meu braço ao redor da cintura dele...tonturas, vertigens...affff...estiquei o braço na frente do rosto, mirei e "clic". Flash disparado. Tranquilo...
FELICIDADE!!!! "Tirei uma foto de Gianecchini...o pessoal de Recife não vai acreditar..."
Fui a última abençoada da noite. Nem bem me desvencilhei do "Apolo", a produtora puxou o coitado, quase gritando: "vamos, você vai perder o vôo pro Rio...". E lá se foi ele...E eu com a minha preciosa máquina na mão. "Deve ter ficado linda...", pensei. Tanta foi a emoção que demorei uns 34 segundos pra resolver verificar a danada da foto. Misto de surpresa, terror e soluços...olha como ficou a foto:

Fala sério!!! Ninguém merece... Pensei imediatamente que alguém havia me rogado uma praga naquela noite. E não podia ser outra pessoa: meu cônjuge. Um daqueles homens-despeitados-etc-etc, sabe? !@#$%¨&*.
3 comentários:
Amiga,
Adorei o seu relato!!!!! Acho que vou postar a sua foto no meu blog para contar a sua história! kkkk
bjs
A melhor de todas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pior que a foto ficou muito boa!!!!!!!!!!!!
Arte abstrata!
D + !!!!!
Bjs
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk....muito bom!!!!!!!!!!!!!!
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